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Ariovaldo Matos

Cronologia Básica*

 

 

1926 - Nasce a 24 de agosto, no bairro de Nazaré, à rua da Poeira, Salvador.

1945 - Ingressa no jornal "O Momento", órgão oficial do Partido Comunista na Bahia, do qual seria redator-chefe na década de 50.

1955 - Publica seu primeiro romance, "Corta-Braço", que abordava o problema da primeira invasão na cidade do Salvador, tema de estudo do antropólogo Thales de Azevedo. Edições Seiva.

1956 - Assume a iniciativa de fechar "O Momento", em conseqüência do racha no PCB provocado pelo "Informe Kruschev".

1957 - Funda o semanário "Sete Dias", que circula até 1958, no qual revelaria dois nomes de projeção nacional: Gláuber Rocha e João Ubaldo Ribeiro.

1958 - Chefia a reportagem do "Jornal da Bahia", onde inauguraria a coluna "Olho Mágico", assinada sob o pseudônimo de João das Botas. Ainda no Jba., adotaria mais dois pseudônimos: Jean Vailant para artigos de política internacional e Carlos Silveira para questões de política nacional.

1959 - O romance "Corta-Braço" é traduzido para o romeno.

1960 - Publica, pela Editora São José, Rio, o volume de contos "A Dura Lei dos Homens", detentor do Prêmio Prefeitura Municipal do Salvador.

1963 - Desliga-se do Jornal da Bahia, estréia na Rádio Cruzeiro da Bahia o programa "Falando de Política" e funda o semanário "Folha da Bahia", que seria empastelado em abril de 1964.

1964 - Comparece ao Comando da Sexta Região Militar para protestar contra a invasão da sua casa e a destruição do seu jornal, "A Folha da Bahia". É preso e recolhido ao Quartel do Barbalho, em seguida ao 19 BC.

1965 - Publica, pela Editora São José, Rio, o volume de contos "Últimos Sinos da Infância".

1967 - Conquista o Prêmio Xavier Marques, instituído pelo Governo da Bahia, com a novela "As Aventuras do Senador Tônio Petrucci". Conquista o Prêmio Jorge Amado para Dramaturgia, instituído pela Fundação Teatro Castro Alves, com a peça "A Escolha ou O Desembestado", encenada no Teatro Santo Antônio, sob a direção de Orlando Senna, com Lourival Pariz, Vinícius Salvatori e Rita Maria.

1969 - Estréia de sua segunda peça teatral, "A Engrenagem", também sob a direção de Orlando Senna, com Lourival Pariz, Vinícius Salvatori e Paula Martins, no Teatro Castro Alves.

1970 - "O Desembestado" estréia em São Paulo, no Teatro Paiol, com Perry Salles, sob a direção de Orlando Senna. É condenado pela Justiça Militar e recolhido à Casa de Detenção, onde reescreve "As Aventuras do Senador Tônio Petrucci", com título definitivo : "Os Dias do Medo". Publica o volume "Teatro", com os textos das peças "O Desembestado" e "A Engrenagem".

1971 - "O Desembestado" é adaptado por Antunes Filho para a TV Cultura.

1974 - O conto "A Doce Lei dos Homens" é traduzido na Rússia e incluída numa antologia de contos.

1975 - A Censura Federal veta integralmente sua peça teatral "O Ringue". Publica o volume de contos "Anjos no Ringue", pelas Edições Estuário.

1978 - Conquista o Prêmio D. Martins de Oliveira, instituído pelo Governo da Bahia, com as narrativas que compõem o volume "Colagem desvairada em manhã de carnaval". É encenada sua peça teatral "E todos foram heróis, cada um a seu modo", vencedora do Prêmio Xisto Bahia, também instituído pelo Governo da Bahia, no Teatro Gamboa, sob a direção de Eduardo Cabús.

1979 - Publica o romance "Os Dias do Medo", pela Livraria Cultura, de São Paulo.

1980 - Estréia seu novo texto teatral, "Irani ou As Interrogações", na Sala do Coro do Teatro Castro Alves.

1981 - A Fundação Cultural do Estado da Bahia publica, em sua coleção Casa da Torre, o volume de contos "Colagem desvairada em manhã de carnaval".

1982 - Escreve o romance "Anjos Caiados" e a peça "Bibi Telefona", inéditos.

1983 - Escreve o romance "Quinteto de Ondina", inédito.

1984 - Inicia a redação de um novo romance: "Famílias em Fogo".

1986 - Interrompe o romance iniciado para desenvolver novo projeto de contos que ficaram inéditos até a publicação da Coletânea "A Ostra Azul" publicada em 1999 pela Editora Artes Gráficas.

1988 - Escreve a introdução à segunda edição do romance "Corta Braço", publicado um mês após a sua morte. Morre a 8 de julho.

* A adaptação do drama "O Gonzaga", de Castro Alves, não figura entre os dados do Autor: é que, por motivos de natureza política, ele não pôde assiná-la. O texto original encontra-se em seus arquivos: cada página está rubricada, a indicar ter sido o texto definitivo. A direção do espetáculo foi de Orlando Senna.

 

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